terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bandeirante Energia patrocinará concurso fotográfico

A EDP Bandeirante e Kavantan Projetos e Eventos Culturais convidam fotógrafos de 28 cidades do Estado de São Paulo para participar do concurso fotográfico "A Arte de fotografar as pequenas coisas da vida".

O evento oferece a possibilidade dos participantes manifestarem-se artisticamente utilizando a linguagem fotográfica, mostrando aos outros a importância das pequenas coisas que geram emoção.


O concurso estará aberto a fotógrafos amadores, gerando oportunidade de poderem inscrever seus trabalhos fotográficos. Entusiastas das seguintes cidades poderão participar: Aparecida, Biritiba Mirim, Caçapava, Cachoeira Paulista, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guaratinguetá, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Jacareí, Jambeiro, Lorena, Mogi das Cruzes, Monteiro Lobato, Pindamonhangaba, Poá, Potim, Roseira, Salesópolis, Santa Branca, São José dos Campos, São Sebastião, Suzano, Taubaté e Tremembé.

O projeto é totalmente gratuito. Não há nenhuma taxa ou condição para a inscrição dos trabalhos. Além disso, o produto cultural resultante será uma exposição, que terá acesso livre ao público (sem cobrança de ingressos), e circulará por diversos espaços das cidades participantes, chegando a toda a população residente em cada uma delas.

O concurso premiará os autores das 40 melhores fotos que serão escolhidas por uma comissão julgadora formada por profissionais da área de fotografia de renome nacional e representantes das empresas envolvidas no projeto.
Serão distribuídos R$ 35 mil em prêmios, ficando assim:

A premiação acontecerá na abertura da exposição, que conterá todas as 40 (quarenta) fotos premiadas, sendo que os prêmios atribuídos serão os seguintes:

1º lugar: R$ 4.000,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
2º lugar: R$ 3.500,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
3º lugar: R$ 3.000,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
4º lugar: R$ 2.500,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
5º lugar: R$ 2.000,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
6º ao 10º lugares: R$ 1.750,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
11º ao 15º lugares: R$ 1.400,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
16º ao 20º lugares: R$ 1.000,00 + Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.
20º ao 40º lugares: Livro de Arte + Troféu + Menção Honrosa.

Não será aceita a participação de fotografias feitas por fotógrafos profissionais e que já tenham sido veiculadas em qualquer tipo de mídia (impressa ou digital) e somente serão aceitas as inscrições enviadas por Correios de 10 de agosto a 30 de outubro de 2009, para a Caixa Postal 11456, CEP 05422-970, São Paulo–SP, valendo o carimbo de postagem como comprovante de remessa.
Mais informações podem ser obtidas através do site da Kavantan e através do regulamento do concurso: arte_fot_regulamento.doc

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Falando um pouco sobre filmes positivos

Filmes positivos possuem uma infinidade de nomes: slides, cromos, filmes reversíveis, películas positivas, transparências, etc.

Se trata de filmes literalmente positivos, ou seja, assim que você pega o filme revelado, se colocá-lo em um lugar iluminado já vê a imagem exatamente como ela deve ser. Como se fosse a foto prontinha para ser impressa ou projetada, ao contrário dos negativos coloridos, que precisam ter suas cores invertidas para mostrar o resultado final.

Os cromos são perfeitos para se usar em projeções (olha o nome "slides" em evidência). Na verdade foram feitos primordialmente para esse fim. Muitos de nós já devemos ter visto cromos cortados e encapsulados em molduras brancas. A partir daí estão prontos para serem usados em uma sequência montada em um projetor de slides:

Essas películas possuem altíssimo contraste, reproduzindo melhor as cores, mantendo ainda uma granularidade muitíssimo boa.
Alguns dizem que são os filmes que melhor reproduzem as cores (sobretudo comparado aos melhores negativos profissionais). Outros dizem que sua qualidade não diz respeito na fidelidade de cores, mas sim sua intensidade e aparência.
De qualquer forma, é impossível ver uma bela foto em cromo e não ficar maravilhado com o impacto de cores que eles reproduzem.

Foram largamente utilizados na principais áreas profissionais da fotografia. Catálogos de imagens, publicações high definition, grandes ampliações e exposições, além de demais trabalhos que exigissem uma expressividade muito boa das cores (não é atoa que os Kodachrome se transformaram no padrão de qualidade de revistas como a National Geographic).

Nem tudo são flores com esses filmes...
Possui baixa latitude e com isso é imperdoável com erros de exposição. Se não cravar o fotômetro é fácil perder um frame por sub ou superexposição.

A maioria destes filmes utiliza processo de revelação E6 (excetuando-se o Kodachrome, que recentemente foi descontinuado e era revelado especialmente nos EUA através do processo K14). Mas podemos dizer que 95% dos cromos são revelados em E6 e apenas em um dos processos de revelação é que é realizado a "positivação" do filme, onde ele passa a se tornar um slide perfeito, permitindo que seja visto exatamente como é a olho nu.

Atualmente a revelação E6 é um tanto cara porque não é feita em processo automatizado (apesar de existir automação também).
A maioria dos lugares, devido a baixa demanda, revelam esses filmes de forma artesanal, o que demanda alto tempo e baixa produção. É justamente ai que o faz o processo ser bem mais caro que a revelação C-41 dos negativos coloridos (são feitos 100% automatizados).

A vantagem é que os químicos do processo E6 tem um prazo de validade maior do que os químicos do C41, compensando o investimento de se fazer a revelação em casa.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Conhecer: Paranapiacaba/SP

Alô amigos leitores...
Desde o dia 18/09 sumido, eis que apareço neste 1º de outubro para dar uma movimentada no blog. =)
Olhando as minhas imagens, bateu uma vontade danada de mostrar a vocês a bucólica e linda Vila de Paranapiacaba. Infelizmente o lugar está um tanto sofrido pela ação do tempo, clamando bastante por uma importante e necessária revitalização, massssss... Para fotógrafos o lugar é extremamente fascinante e este ano, mais precisamente ao fim de maio, tive a oportunidade de estar neste vilarejo para conhecê-lo e se apaixonar.
Vou mostrá-lo com minhas imagens, onde estarei mesclando resultados digitais e película 35mm, narrado com um texto de domínio público da Wikipedia:

Paranapiacaba é um distrito do município brasileiro de Santo André (estado de São Paulo). Surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway - estrada de ferro que possibilitava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos, e vice-versa.





A palavra "paranapiacaba" significa "de onde se avista o mar", em tupi-guarani e o seu grande atrativo, fora a história ferroviária, se dá ao fato de ser um lugar protegido pelas montanhas da Serra do Mar e que constantemente recebe a visita de densas e inesperadas neblinas, que cobrem a cidade de uma forma tão intensa, que muitas vezes a faz parecer cenários para os melhores filmes de horror.




Infelizmente falta força nas palavras para intensificar de maneira tão contundente o que quero dizer sobre as neblinas. É algo impressionante e muito interessante de se vivenciar. Imagine você as 15h caminhando pela vila, quando de repente as neblinas invadem a cidade, não permitindo que você enxergue nada a 2 metros de distância. Esse fenômeno pode acontecer em qualquer horário do dia ou da noite.
Olha, somente por isso Paranapiacaba já se tornaria um lugar fascinante, mas tem muito mais coisas... =)




Paranapiacaba é um marco da presença britânica no Brasil.
A vila está incluída entre os 100 monumentos mais importantes do mundo, pelo Word Monuments Fund (organização não governamental norte americana, que atua na área de preservação do patrimônio histórico).




Mas o orgulho de Paranapiacaba não está montado apenas em história, mas também na beleza da Mata Atlântica que encantam a muitos com sua rica biodiversidade, que faz parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, reconhecida pela UNESCO como de relevante valor para a humanidade.


A Vila é dividida em duas partes... Parte Baixa e Alta.
A parte baixa é onde tudo realmente acontecia. Lá estão os prédios administrativos, a casa de ocupação dos engenheiros e funcionários que trabalhavam na São Paulo Railway, além de todo o sistema ferroviário da cidade.


A parte alta, mais afastada da linha férrea, se formou através de um núcleo de comerciantes e prestadores de serviço, que abasteciam a vila com suprimentos e trabalhos, em prol dos operários que trabalhavam na ferrovia. A movimentação da São Paulo Railway fez com que esse pessoal se vissem atraídos pela oportunidade de fazer dinheiro para esse pessoal.


Uma extensa passarela suspensa interliga a parte baixa com a parte alta. Para chegar de carro na parte baixa, é necessário enfrentar uma estradinha de terra de uns 3km. A parte alta tem acesso normal por rodovia, local onde também se pega ônibus para as cidades vizinhas, como Ribeirão Pires e a própria Santo André.


Que tal um pouquinho de história agora?
A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela primeiramente serviu como transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí (última estação); também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, é inaugurada a Estação do Alto da Serra, que mais tarde seria denominada Paranapiacaba.



No ano de 1898, é erguida uma nova estação com madeira, ferro e telhas francesas trazidos da Inglaterra. Esta estação tinha como característica principal o grande relógio fabricado pela Johnny Walker Benson, de Londres, que se destacava no meio da neblina - muito comum naquela região.


Com o aumento do volume e peso da carga transportada, foi iniciada em 1896 a duplicação da linha férrea, paralela à primeira, a fim de atender à crescente demanda. Essa nova linha, também denominada de Serra Nova, era formada por 5 planos inclinados e 5 patamares, criando um novo sistema funicular. Os assim chamados novos planos inclinados atravessavam 11 túneis em plena rocha, enfrentando o desnível de 796 metros que se iniciava no sopé da serra, em Piaçagüera, no município de Cubatão. O traçado da ferrovia foi retificado e suavizado e ampliaram-se os edifícios operacionais. A inauguração deu-se em 28 de dezembro de 1901.




A primeira estação foi desativada e reutilizada, posteriormente, como cooperativa dos planos inclinados. A 15 de julho de 1945, a Estação do Alto da Serra passa a se denominar Estação de Paranapiacaba. A 13 de outubro de 1946, a São Paulo Railway foi encampada pela União, criando-se a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Somente em 1950 a rede passa a unir-se à Rede Ferroviária Federal.



Em 1974, é inaugurada o sistema de cremalheira aderência. No ano de 1977 a segunda estação foi desativada dando lugar à atual estação. O relógio é transferido do alto da estação anterior para a base de tijolo de barro atual. A 14 de janeiro de 1981, ocorreu um incêndio na antiga estação, destruindo-a completamente. O sistema funicular foi desativado em 1982.




Um dos lugares que mais chamam a atenção dos visitantes é o Museu do Funicular, que trata-se de galpões destinados a exibição das máquinas fixas do quinto patamar da segunda linha e a do quarto patamar da primeira linha, que transportavam o trem por meio do sistema funicular de tração.



No museu há também a exposição de diversos objetos de uso ferroviário, fotos e fichas funcionais de muitos ex-funcionários da ferrovia.

Outro lugar de enorme importância é o Museu do Castelo...


Essa residência, também denominada de "Castelinho", situa-se entre a Vila Velha e a Vila Martin Smith. Localizada no alto de uma colina, com uma excelente vista privilegiada para toda a vila ferroviária, foi construída por volta de 1897 para ser a residência do engenheiro-chefe, que gerenciava o tráfego de trens na subida e descida da Serra do Mar, o pátio de manobras, as oficinas e os funcionários residentes na vila.


Sua imponência simbolizava a liderança e a hierarquia que os ingleses impuseram a toda a vila; ela é avistada de qualquer ponto de Paranapiacaba.


Dizia-se que de suas janelas voltadas para todos os lados de Paranapiacaba, o engenheiro-chefe fiscalizava a vida de seus subordinados, não hesitando em demitir qualquer solteiro que estivesse nas imediações das casas dos funcionários casados.
No decorrer de mais de um século de uso, foram feitas várias reformas e tentativas de recuperação de seu aspecto original; as maiores reformulações foram realizadas nas décadas de 1950 e 1960. Foi restaurado pela prefeitura de Santo André em parceria com a World Monuments Watch.



Se quiserem mais informações sobre Paranapiacaba, basta acessar estes links:

É isso ai... Espero que tenham gostado da cobertura.
Esse texto marca o retorno da coluna Conhecer, que há tempos estava parada.
Um forte abraço a todos.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Review: Fujicolor Pro 160C

Hellow everbody...
Dando continuação a aqueles testes práticos com alguns filmes fotográficos que venho utilizando, vim falar sobre outra película profissional da Fujifilm que usei mês passado e gostei muito: Fujicolor PRO 160C.

Esse filme é uma atualização do antigo Fujicolor NPC 160, e segundo o fabricante veio com uma granulação ainda mais fina, permitindo impressões e scaneamentos para serem aplicados em sets maiores que os anteriores.
Não cheguei a testar o NPC, mas o Pro 160C realmente se mostra muito bom neste sentido. Escaneia muito bem e é fácil encontrar o exato ponto de branco durante o processo de digitalização. Isso é fantástico pra quem está acostumado a cuidar deste processo em casa (como eu).
De qualquer forma é um filme otimizado para digitalização e impressão digital.

O grande chamativo desta película é a soberba reprodução de cores e escala de cinzas. Muitíssimo bem equilibrado... Saturação puxada para forte, mas ao mesmo tempo na medida, pelo menos em toda a cena sente-se este ótimo equilíbrio.
As cores simplesmente saltam da tela... Muito vívidas e bem realistas.

A linha PRO da Fujifilm, traz como meta a reprodução de tons de pele... Neste sentido o filme realmente se apresenta muito bom. O 160C puxa bem os contrastes, mesmo para retratos, mas é necessário uma pequena dose de cautela, pois a sua latitude é boa, mas também não é excelente. Em compensação não acho que dê para reclamar, pois num filme com sensibilidade um tanto baixa, não é comum uma larga latitude.
De qualquer forma vale ressaltar que em cenas com grandes diferenças de luzes e sombras, não é fácil salvar ambos. Depois de ver as meus resultados com ele, senti que faltou em algumas delas um preenchimento de flash para restaurar parte da exposição.

O Pro 160C possui a tecnologia da 4ª camada de cores da Fujifilm. Essa camada é uma adição de ciano na escala RGB (vermelho, verde e azul), o que proporcionaria resultados que simulam uma cor bem próxima daquilo que o olho humano conseguiria perceber.
Nas fotos do meu teste seria um pecado dizer que ele dá uma leve puxada para tons azulados e verdes. Acho que o melhor seria afirmar que ele deixa esses tons mais pronunciados em relação aos demais. Isso mesmo. =)

Voltando aos grãos... São realmente finos e permitem uma boa ampliação, mas curiosamente notei que são um pouco mais aparentes que o seu irmão mais sensível: Pro 800Z (que já foi alvo de um review meu aqui no blog). A diferença não é tão grande, mas dá pra perceber, mesmo com o 800Z mantendo uma latitude e sensibilidade maior.

Mesmo sendo um filme profissional, tem custo relativamente barato.
Um pack com 5 unidades pode ser comprado no ebay por US$ 28,81 ou um pack com 3 unidades por US$ 17,50 (ambos com frete já incluso). Isso perfaz um valor final de menos de R$ 11,00 para cada filme (com o dólar na faixa de R$ 1,85).
O maior problema é encontrar esse filme no Brasil (como a maioria dos bons filmes).
Na Consigo encontrei o Pro 160S custando R$ 20,55 (sem frete). Acredito que se tivessem o 160C, custaria o mesmo preço. No exterior é fácil de comprá-los.

Segue abaixo algumas das fotos que fiz com esse filme no bosque municipal de Cruzeiro. O horário variando das 15h as 17h. O equipamento foi uma Nikon F80, mesclando as lentes Tamron AF 28-75 f2.8 e a Sigma 70-300 APO Super Macro II, com digitalização com o scanner HP G4050:














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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Acessório pemite spy shots despreocupados

Você é daqueles que adora fotografar pessoas, mas morre de medo de ser pego enquanto faz o click? Receber aquela encarada da pessoa retratada, sem qualquer autorização gera sempre um desconforto né?

Nestes anos envolvido com a fotografia, já passei por momentos como estes e garanto que não são nada legais. A pessoa vem te questionando porque foi fotografada e você acaba literalmente "pisando em ovos", pois até explicar que a foto não tem conotação maldosa alguma, muita coisa esquisita já pode ter acontecido... =(

Bom, isso era passado, pois agora seus problemas acabaram!!!
Foi inventado um artefato que fará com que você possa fotografar quem quiser, sem o medo de ser incomodado.


É isso mesmo...
Trata-se de um Mirrow Angle Scope (telescópio de espelho angular), ou Spy Scope (telescópio espião) ou ainda Right Angle (ângulo direito)... Com algum destes nomes você deverá encontrá-lo.... eheheheh.

Você poderá acoplá-lo pela rosca na frente da sua objetiva e mirar a ponta para onde quiser, já que o que será fotografado será a cena dentro do ângulo de ganho do espelho interno. Essa angulação vai depender do modelo que você comprar. Já vi para vender com angulo de 45º, 66º e 90º.

Claro que fica aquele buracão de lado, mas a maioria das pessoas não irão perceber, pois só o fato de você não estar com a lente virada para elas, já não chamará atenção.

E o mais legal disso é que o artefato pode ser adquirido para uma infinidade de lentes, pois são acoplados por aneis de rosca no mesmo lugar onde prendemos os filtros.
O Spy Scope é bem fácil de ser encontrado no ebay e o custo pode variar de 12,00 a 45,00 dólares - VEJA.
Inclusive até mesmo os aneis de adaptação podem ser comprados separadamente.

Essa é ou não uma boa invenção?
Acho que vou pedir um desses... eheheheh...

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lançamentos Leica ocorrido em 09/09/09

Opa... dei uma escorregadinha com as postagens e atrasou um pouco.
Bom, voltando ao post da semana passada, a Leica realmente colocou no mercado dois novos lançamentos que vieram fortes. Pelo menos bem interessante perto do que a empresa havia lançado até então na área digital.
Foi lançado no dia 09/09/09 a Leica M9, primeira câmera com sensor full frame da empresa e também a Leica X1, uma compacta aos parâmetros rangefinder, que garantiram todo o sucesso da empresa.
A empresa prometeu o que seria o "Next Generation of Leica cameras" e é sobre isso que vamos falar:


Leica M9

A Leica M9 segue a linha consagrada do sistema rangefinder M, com corpo bem parecido a classica M3 e a anterior M8. Estará disponível nas cores preta e prata e traz em seu coração um poderoso sensor full frame de 18 megapixel, produzido pela leica em parceria com a Kodak.
Este sensor é o primeiro full frame a equipar uma Leica, que passa a ter o tamanho do formato 35mm (24x36mm), o que colaborará muito na utilização de lentes grande angulares, pois toda a sua extensão será capturada pelo sensor. Isso mesmo, todas as lentes do sistema M poderão ser usadas na M9.

Alguns estranharam o padrão do sensor ser CCD e não CMOS. O segundo tem se mostrado mais "competente" em relação ao primeiro quando o assunto é sensibilidades mais elevadas. Tanto que a M9 veio com ISO de 80 a 2500, valor máximo considerado baixo frente as câmeras com sensor CMOS que chegam a 25 mil de sensibilidade. Em compensação os sensores CCD conseguem capturar uma coloração mais rica e intensa do que os CMOS. Então se perde em sensibilidade ISO, ganha-se em qualidade de cores.

Foram implementadas algumas tecnologias interessante no sensor 35mm da M9. Primeiramente não será necessário utilizar filtros UV e IR nas lentes, pois o sensor já conta com um vidro de cobertura que elimina a contaminação das luzes infravermelhas e raios ultravioletas. Isso já preserva bastante da qualidade da imagem. Falando em qualidade, mais propriamente em nitidez, essa experiência será ampliada pois a empresa retirou o filtro anti-moiré do sensor. A empresa garante alto detalhe até mesmo nas sensibilidades mais altas.

O corpo, apesar de já ter comentado seguir a linha M da Leica, passou por um remodelamento, recebendo um visor LCD de 2,5 polegada de 230.000 pixels e sua ergonomia foi bastante melhorada, por contar agora com mais botões e naturalmente mais atalhos. A construção é bastante robusta, toda feita em em liga de magnésio de alta resistência. E o melhor: em um único bloco; fato esse que irá fornecer ótima proteção aos mecanismos internos da câmera. A câmera usará cartões SD e SDHC de até 32Gb.
Veja algumas imagens feitas com a M9, divulgadas pela Leica:



Leica X1

Essa eu confesso que me deixou balançado...
É uma belezinha, por se tratar de uma compacta baseada no sistema rangefinder Leica, mas com ares mais para "point and shot".
A empresa fez questão de falar em seu lançamento que esse modelo é uma comemoração dos 100 anos de domínio da engenharia alemã no sistema fotográfico e para isso está lançando uma câmera compacta mas com ares profissionais. A começar com seu sensor CMOS de 12.9 megapixel, inserido em um corpo que demanda praticidade para ser carregado e todas as funções mais interessantes das câmeras profissionais.

A X1 é logicamente uma câmera menor, possui sensor APS-C (com fator de corte)
A grande diferença mesmo para a linha M é que a lente da X1 é fixa (lembra as Canonet e Olympus Trip 35) e originalmente não possuem viewfinder ótico.

As boas especificações da X1 ditam o quanto podemos esperar dela: é equipada com uma lente LEICA ELMARIT 24mm f/2,8, possui 11 pontos de focagem, nove ajustes de white balance (sendo dois manuais), bracketing, Exposure compensation, LCD de 2.7" (230K pixels) e com cobertura de 100% da cena, saída HDMI e pesa apenas 286 gramas.

Os ajustes de velocidade, abertura e modos de fotografia ficam todos na parte de cima e são alterados por discos de comando. Achei essa função um barato, pois dá ideia de algo bem analógico no digital. Fica realmente interessante.

Outro detalhe... A lente é realmente fixa (não possui zoom). Sua lente 24mm por estar em um corpo com sensor APS-C, terá ângulo de visão de uma lente 35mm. A Leica acredita que essa aposta vingará devido ao fato do comprimento focal em 35mm ser considerado um clássico da fotografia mundial. Sobretudo para reportagens.
Eu particularmente gosto da idéia, mas tenho certeza que muitos torcerão o nariz. rsrs.

Quando vi que a X1 não possuia viewfinder e teria que ficar a "mercê" apenas do visor LCD, senti uma ponta de frustração. Mas ao ler com calma os acessórios para ela, notei que pode ser acoplado um EVF externo, bem no engate de sapata de flash. Foi nesse momento que voltei a curtir a câmera. Até mesmo um grip pode ser inserido na base do seu corpo, o que ajudaria na pegada da mão direita.
Veja algumas imagens feitas com a X1, divulgadas pela Leica:


Ambas as câmeras usarão o "Adobe DNG" como sistema de arquivos sem compressão, além do tradicional JPG. O interessante nisso é que elas virão com licenças grátis para trabalhar com o Adobe Photoshop Lightroom, independente do sistema utilizado (Mac OS C e Microsoft Windows). Sempre que sair uma atualização, esses softwares poderão ser atualizados sem qualquer custo.

Gostei dos lançamentos... Principalmente da pequenina X1. =)
Agora só falta esperarmos testes e reviews para termos a certeza que respondem bem quando colocadas literalmente em prática.
Veja o PDF com as especificações completas dos lançamentos: Leica M9 e Leica X1

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nikon D300 é oficialmente descontinuada

A coisa realmente anda muito rápido para a indústria da tecnologia. Da fotografia então é uma de suas ramificações.

A poderosíssima Nikon D300, câmera que simplesmente sacudiu o mercado em 2007 e fez a Canon tentar desde então sapecar uma concorrente a altura, teve a partir de hoje, 10/09/2009, sua produção descontinuada.

A informação foi do site Nikon Rumors, mas foi oficializado no site da Nikon Japão, com a D300 passando a figurar na listagem de câmeras descontinuadas (fora de produção):

Em seu lugar ficou a Nikon D300S, modelo lançado em julho passado.
A descontinuação da produção da D300 é um fato normalíssimo, afinal a empresa não ficaria com duas câmeras do mesmo segmento disputando o mercado. Principalmente porque, o modelo "S" precisa ter suas vendas alavancadas, o que seria impossível com os preços mais baixos da D300.

Este ano a Canon conseguiu dar uma resposta excelente, inserindo uma concorrente de peso para a D300S. Trata-se da EOS 7D, que já passou por aqui.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

The Interlace: um novo conceito de moradia integrada ao meio ambiente

Fugindo novamente da fotografia, hoje vi algo que me deixou praticamente com o queixo caído. Foi quando pensei que tinha que trazer para vocês conhecerem...

The Interlace (Entrelaçar) é um projeto desenvolvido pela empresa OMA (Office for Metropolitan Architecture) para ser um dos mais interessantes e ambiciosos conjuntos habitacionais de Cingapura.

A idéia apresenta uma aproximação radicalmente nova e ao mesmo tempo bastante contemporânea, agregando surpresas para se viver em um ambiente futuristico e ao mesmo tempo tropical.

Ao invés de grupos de torres isoladas, verticais, bem dentro daquilo que estamos acostumados como padrão de condomínios construídos, em Cingapura está se propondo uma nova forma de viver. Definitivamente entrelaçada, pois as redes que compõem a estrutura estão ligadas sob todas as formas. Desde espaços sociais até mesmo o ambiente natural. É um novo padrão de vida com o próprio meio ambiente.

O projeto será composto por 31 blocos interligados com seis andares cada um, tendo ao seu redor jardins comuns.
O empreendimento estará localizado em um local elevado, delimitado pela Alexandra Road e pela Ayer Rajah Expressway, entre os cumes verdejantes do sul de Cingapura.

Com cerca de 170.000 m2 de área bruta, o projeto irá fornecer 1.040 unidades de apartamentos de tamanhos variados, com amplos espaços ao ar livre e paisagismo, e complementará um cinturão verde que se estende entre Kent Ridge, Blangah Telok Hill e Faber Monte Parks.

Desenhado por Ole Scheeren, sócio do Office for Metropolitan Architecture (OMA), o Interlace incorporará características de sustentabilidade ambiental, através da análise cuidadosa de posicionamento do sol, correntes de ventos e condições microclimáticas. Com essas medidas, o condomínio causaria o menor impacto ambiental possível e ainda garantiria busca por energias renováveis e abundantes.

Mais informações: www.oma.eu

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fotos coloridas do início do século XX

Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii foi um um fotógrafo russo que viveu de 1863 a 1944.
No início do século XX, nos deixou um retrato vívido e colorido de um mundo perdido: o Império Russo na véspera da Primeira Guerra Mundial e a próxima revolução.

Ele desenvolveu um padrão de fotografia que permite hoje vermos as imagens feitas há quase um século com todas as cores, nuances e tons presentes na cena capturada, como na fotografia ao lado, um auto retrato do fotógrafo.

Foi exatamente em 1905 que o fotógrafo teve a idéia de criar uma câmera que trabalharia com três objetivas. Em cada uma dessas lentes era acoplado um filtro de cor diferente, sendo elas vermelho, verde e azul, exatamente as cores da escala RGB (red, green e blue), que formam os tons primários das imagens em cores.

Essa forma de capturar a imagem permitia que posteriormente fosse realizado uma combinação das chapas para que entregassem as imagens coloridas.

Prokudin-Gorskii queria fotografar todo o império russo, em viagens consideradas ambiciosas durante aquele período do início do século 20.

Em 1908, dentre as fotografias realizadas pelo fotógrafo, está a única imagem colorida do escritor Leon Tolstoi, autor das obras "Guerra e Paz" e "Ana Karenina" (fotografia à esquerda).

Ele criou álbuns para servir de registros fotográficos de suas viagens através do Império Russo. Cada álbum é composto de impressões de contato, que foram montados na ordem na qual ele viajou. A sua última grande viagem documental ocorreu em 1915.

Após a morte do fotógrafo, ocorrida em 1944, a biblioteca do congresso americano comprou tudo que pertencia a ele e junto estavam os negativos das fotos.

Veja detalhes sobre a vida do fotógrafo, aqui e alguns de seus trabalhos realizados, aqui.


Sobre a fotografia em cores...
A primeira fotografia colorida foi feita em 1891, mas os princípios básicos da foto em cor como a conhecemos devem-se a James C. Maxwell, que fotografou fitas coloridas através de filtros vermelhos, verde e azul. A partir dos negativos, Maxwell produziu três transparências positivas em preto e branco; projetou-as sobre uma tela, simultaneamente, por meio de três lanternas, cada uma delas com luz correspondente à cor do filtro usado no negativo. A imagem reproduzia as fitas coloridas.

Ducos du Haron, em 1869, expôs os métodos básicos da foto colorida: o aditivo e o subtrativo. No método aditivo, em desuso, a cor branca se produz pela adição do vermelho, do verde e do azul, tanto pela projeção simultânea de três imagens monocromáticas sobre uma tela; como pela projeção das imagens em rápida sucessão na tela; ou pela formação de pequenas imagens monocromáticas justapostas.

Nos métodos subtrativos, três negativos são feitos separadamente com luzes vermelha, verde e azul. Em seguida, produzem-se positivos com as cores complementares às usadas para elaborar o negativo, e os três são copiados simultaneamente sobre o papel branco ou outro filme. O negativo feito com luz vermelha é copiado em azul-esverdeado (ciano), o de luz azul é copiado em amarelo e o de luz verde em magenta. O processo foi lançado em 1935 pela Eastman Kodak (Kodachrome): ao invés de tratar os negativos separadamente ou simultaneamente um a um, faz-se uma superposição integral dos três (tripack ou monopack).



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